Eu, ser eterno; extremamente humano 3 Maio, 2009
Posted by wicky in escrito.trackback
Quando me deparo com meu limite, com minha fraqueza, percebo o quanto eu reajo negativamente. Não é de hoje, mas eu tenho dificuldades de aceitar o que sou, de descer do alto do barranco e tocar a grama da minha realidade.
Não foram poucas as vezes que foram precisos duros golpes para que eu acordasse do torpor do mundo mágico criado dentro de mim. A verdade é que dia após dia, eu vou conhecendo uma faceta nova do meu caráter, meus cantos escondidos, repletos de arestas, que talvez durante muitos anos, eu mesmo acabei escondendo para não precisar enfrentar e corrigir cada um. Meus limites, meus traumas, estão todos guardados na pasta oculta da minha mente, e que como defesa, acabo trazendo para a linha de frente a suposta razão que teimo em dizer que tenho.
Chego a conclusao, depois de um fim de semana dificil e repleto de erros e pensamentos ruins, que mais do que nunca preciso pedir a Deus que me ajude aceitar e tocar a mim mesmo, sem me escandalizar. Não sou um aborto da natureza, sou um homem em construção, uma obra que será concluída quando tampa do caixão me cobrir definitivamente, e a terra sepultar para sempre o homem que hoje, se define como “ser eterno, extremamente humano”.
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